sábado, 29 de outubro de 2011

Ah...

Fico procurando respostas e lembranças que me façam entender o momento da partida, o momento que você não viu minha última lágrima, o momento em que você largou do meu coração.
Tento encontrar você. Tento te ver nas luzes do dia a dia, tento te ver nos meus olhos, tento te ver nos meus sonhos, mas só vejo um borrão. Um borrão de você, não sinto mais seu cheiro, seu gosto me enjoa por mais que eu o procure desesperadamente... abrir esse livro de novo é um vício fatal, eu já sei a história, já sei o final, já sei cada palavra e o mais importante: cada ponto. Não te perdoo por me deixar, não te perdoo por me fazer chorar essas lágrimas que eu já não tenho, não te perdoo por estar tirando de mim o que ainda sobra de sanidade. Você está me adoecendo, pouco a pouco eu sou mais você e menos eu, eu sou mais grito que alegria, sou mais sangue que lágrimas. Isso não me fará forte, isso me faz menos, me faz triste. Não me faz. Você não me deixa e acho que esse é o maior motivo da minha dor, seu amor me confunde, me tira do caminho.
Vontade de gritar até sangrar, vontade de brilhar, vontade de ficar comigo, vontade de ter coragem de assumir o quanto eu perco nessa luta.
Você não é meu, você não é pra mim, mas eu sou sua.

1 comentários:

  1. As histórias de amor mais difíceis de serem encerradas e deixadas de lado são assim, caóticas como Sid e Nancy. Obrigada por por tudo isso em palavras, Rê.

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