domingo, 8 de julho de 2012
Hipnos
Só estou cansada demais, cansada demais para pensar em uma grande fuga. Não quero ter que pensar numa saída estratégica, meu coração anda parado em alguma estação que eu não me lembro. Guardei rachaduras e litros de água em algum poço dentro de mim, de tal forma que hoje estou pesada... não consigo força para ser o que eu precisaria ser para nós. Deixei pra trás muita coisa. Coisas essas que causam revolução na minha pele, estou enjoada, quero não estar aí. Não quero ser. Só quero dormir sem sonhos. Hoje não quero sonhar, quero ficar no vazio e descansar.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Recomeço
Estamos estagnados, cansados, inconsoláveis. Estamos afim de um fim de mundo, estamos muito afim de uma maldição qualquer... Criou-se uma geração de ociosos pseudo-narcisistas que acham realmente que o mundo se resume aos gritos, e que aos gritos tudo será compreendido. Geração que não grita na hora da briga, se contém. Geração que não cala diante da morte, ela grita. Geração que retrai na injustiça e se acovarda na incoerência. Geração que gosta de samba, pagode, rock'n roll mas não sabe voar. Se os antepassados queimaram livros e sutiãs, essa geração queima suas próprias asas e sangra em cima de toda a magia que ainda existe. Quer entender o sexo, antes de entender o ser humano, quer enfrentar a dor antes de saber ser feliz. Geração Coca-Cola, Geração x,y,z: Já era. Estamos afundando em respostas infinitas de perguntas mal formuladas. Estamos sem ritmo, não temos uma boa trilha sonora, nem os anjos cantam mais. Precisamos redescobrir a força, redescobrir o mistério de ser tudo aquilo que se pode ser: tudo.
Esqueça...
Tentei me manter longe, tentei estragar o que tinha ainda de você. Abandonar nossas invenções e esquecer nossa Língua, tentei extrair de mim seu cheiro, sua boca e seus delírios. Tentei esquecer nossos suspiros, com cada foto que achei, tentei infiltrar os sonhos que ainda estão guardados. Tentei acabar com o balanço das flores, tentei mexer no brilho do Sol. Tentei desequilibrar os chacras, tentei não acreditar no amor. Tentei, eu quis, acreditar que você não está mais vivo. Imaginei sua sombra indo embora, imaginei o Sol me levando para o seu destino. Mas deixa estar... Criarei pontes, ruas, elevadores, escadas que me façam estar de novo no seu universo. Erguerei estátuas suas por todas as cidades na tentativa de te ressuscitar para todo o meu mundo. Depois disso, sentirei aquele escuro, verei aquele vazio, meus olhos estarão secos e eu perceberei que acordei mais um dia sem você.
sábado, 7 de abril de 2012
Não escreverei sobre meu amor e nem sobre quem merece.. serei burra, estúpida e escritora. Você foi covarde, mais um. Por que pensar, esperar, querer de você algo mais que umas noites de mínima aventura que eu criei pra não te tirar da minha vida? Era o esperado, mas eu tinha trabalhado demais naquele dia, tinha bebido demais, estava cansada demais pra lembrar ou esperar... Só soube chorar e hoje eu te explico porque. Um dia eu te pus como príncipe e PORRA dá trabalho criar. Você foi a pior e melhor criação minha. Mas não se engane, nunca passou de uma invenção de uma adolescente semi-rebelde com ótimas idéias e péssimos atores.
Ó fracasso
Fui despedaçada em tantos pedaços que não pude contar até hoje. Tenho que ser corajosa a ponto de dizer, não sei escrever sobre você. Não sei por onde começar, não sei em que focar, não sei quem culpar. No fim, culpo mais a mim do que a qualquer um... fui uma sequência de erros desde quando nasci, lindos e viciantes erros. Sou como dados viciados, sou doida e doída. Sou dolorosa aos poucos, sou como um grande livro cheio de capítulos repetidos a meu bel prazer. Não sou fácil de ler, nem de ouvir, nem de se ter por perto, porém muio fácil de se apaixonar. Sou o que você queria ser, sou a heroína de todos os livros que leio e disso eu não abro mão. Inventei meu príncipe, e você não consegue criar nem uma gata borralheira. Crio meu castelo com cada carta de baralho que já jogaram em mim e você... Não tenho pena de você e por isso não te colocarei na minha história mais que uma coadjuvante que nem merece falas. Você inspira pena nos outros na intenção de ser algo até pra vc mesma. Crio vários finais pra vc. Comida por um lobo? Não te faria esse favor. Não te acho mais nos próximos capítulos... te perdi a tempos entre letras mal escritas e o tempo que eu não posso perder afinal, eu sou a protagonista da minha vida, mas isso você nunca vai entender.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
concurso
Vários corpos espalhados em cadeiras monocromáticas, espalhadas em um salão estéril de qualquer tipo de sonho. Vários salões espalhados por uma cidade acinzentada castratadora de idéias. Cada corpo carrega em si o drama de não ser, e esse drama os uni de uma forma que espanta até o palhaço desse circo de horror. O sentimento 1que vai sendo criado a revelia do salão é uníssono: queremos ser mais. Vinha de longe, vinha de perto, vinha da esquina, vinha da favela, vinha do arranha céu... cada corpo vinha e isso era o que importava. Estavam todos em busca de luz, de energia para continuar. Um observador desatento poderia supor uma certa mediocridade num sonho tão banal, mas não, eles estavam lá para encarar o salão, a cadeira, a cidade e o observador.
Aquela semi-multidão desesperada aguardava por algo mais, alguém a mais, algum tipode milagreiro que pudesse tirá-los do limbo. Aqueles sonhos soavam tão alto no salão que o mestre de cerimônias se forçava a fazer pequenos trocadilhos para quebrar o clima de tensão, os sonhos se embalavam pelo barulho do ar condicionado. Triste sina de quem quer ser, triste sina de quem é uma negativa daquilo que sonhara ser. Não agüentei ver olhos tão marcados pela média, pelas estatísticas, pelo número que eles representavam para a grande nação.
Agüentem firmes bravos, não estou com vocês, pq vocês estão pelo mundo. Mas lhes desejo sorte para um dia entenderem que o que vocês buscam não é ser, e sim: estar.
Aquela semi-multidão desesperada aguardava por algo mais, alguém a mais, algum tipode milagreiro que pudesse tirá-los do limbo. Aqueles sonhos soavam tão alto no salão que o mestre de cerimônias se forçava a fazer pequenos trocadilhos para quebrar o clima de tensão, os sonhos se embalavam pelo barulho do ar condicionado. Triste sina de quem quer ser, triste sina de quem é uma negativa daquilo que sonhara ser. Não agüentei ver olhos tão marcados pela média, pelas estatísticas, pelo número que eles representavam para a grande nação.
Agüentem firmes bravos, não estou com vocês, pq vocês estão pelo mundo. Mas lhes desejo sorte para um dia entenderem que o que vocês buscam não é ser, e sim: estar.
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