quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje

Ah! me deu uma puta vontade de ficar feliz, uma vontade escandalosa dentro do peito de que você me bastasse, de que alguma coisa bastasse.
Tá tudo cada vez um pouco mais distante e cada vez, ao mesmo tempo mais real... estou vendo ir embora, como um balão a gás, se misturando no clarão do céu. Junto com preces desesperadas que devem ficar por ali, meu balão tá sumindo e me deixando cada vez mais apagada...
Mas sempre tem um amigo, uma música, ou uma boa tintura de cabelo para me recolorir......"estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro."



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A maratona está no fim, mas não menos cansativa.
Já perdemos a muito o real significado de tudo isso, mas quem sabe, horas antes de tudo se realizar, não sintamos aquela vibração estranha de dever cumprido e um aconchego alucinante, quando soubermos resolver nossos próprios problemas...
Tá na hora de voar, mas esqueceram de avisar pro vento parar... e nós... ah! querido não sabemos (MESMO) lidar com o vento.




[efuiandandosempensaremvoltaresemligarproquemeaconteceuumbelodiavoulhetelefonarpralhedizerqueaquelesonhocresceu]

domingo, 4 de outubro de 2009

...

Dói demais relembrar aquilo que te machuca, mas talvez seja esse o caminho para o ter o amor eternamente dentro de si... O conforto da solidão, o cheiro q ela não deixa nas coisas, ás vezes não é o que se procura. A dor pode ser uma ótima companhia as vezes.
Com vc lembro que ainda bate, que ainda me dói demais. Que vc é importante e que nós nomos bem melhores juntos.

Eu ainda te amo.

sábado, 19 de setembro de 2009

"...os grilões que nos forjavam"

(...)
A gente tenta, mas tá muito foda seu delegado. Antigamente não... eram malucos do parque, marcolinhas em cada favela, agora? Agora isso tá uma loucura tá concorrido o lance. Era orgulho pra mãe ver o filho nas capas de jornal, hoje em dia não sobra espaço pra nóis. São uns manos lá do poder, sei bem quem são não... dizem que fui eu que coloquei o malandro lá... mas te garanto dotô: Foi eu não. Queria deixar prus menino, uma lembrança do pai... mas nem isso. Sabe que nessa vida, que nóis vevi, nóis não passa dos 25, mas já deixa muitas vidinhas por aí né? (risos)
(...)
O que mais o dotô qué sabê?
Se matei? Matei sim dotô, vo mentir não. O muleque veio mexer com a minha mulhé... e foi isso mermo. Dei uma facada no filho-da-puta, e se me soltá, acabo com o resto da familia do desgraçado. Nóis é pobre, ladrão, mas temo orgulho pra mantê.
Pobre não nasce com direito, e sabe que vai se fuder a vida toda, mas tem orgulho.
(...)
Mas perai já vou? ... ah sim os maluco me contaru que tava tudo lotado aqui mesmo. Ah e não é pra contá pros mano o que eu vi o dotô fazendo né?
(muita violência)
Não dotô! Pelo amor de deus, deixa eu viver, tenho filho pra cuidar minha mulher precisa de ajuda com os meninu, não tenho pq contar nada do que vi aqui pra ninguém não dotô.
(...)
mas perae dotô nem sei o que é extorção... bate nim mim não dotô... preciso tá andando pra trabalhar...
Eu nem sei o que vi, nem vi nada. O senhor deve saber o que faz.
(...)
não mete meus menino no meio eles não tem nada com isso...
dotô num sei pq o nervoso, não tem espaço ano noticiário pra coisa que nem essa... e eles nunca vão ficar sabendo. Palavra minha o dotô pode confiar...
(...)
Pede pra ele parar pelo amor de deus, imploro pela minha vida...




(Moreira desova esse desgraçado lá na rua 428 e diz que foi a boca, que foi queima de arquivo. Se aqueles filhos da puta dos jornalistas chegarem, põe meio quilo daquele pó que chegou ontem no short dele e diz que era vapor...)




*FIM*

sábado, 22 de agosto de 2009

Hoje depois de horas de leitura continua... e muita falação... choveu!
Depois de um teste de sanidade e capacidade física, na hora que eu estava indo embora, choveu!
O dia estava claro, o sol muito muito mais atrevido do que de costume, e um calor repressivo eu diria... choveu, estava lento meio como umas plumas. Uma gota ali, outra lá, outra bem pertinho do ali, no final das contas era chuva... Por sorte, tinha que ir para casa como deus quis... e lá fui eu... até feliz.
Com passos lentos para aproveitar cada pedaço daquilo, cada pedaço daquela água tão esperada... meses. A chuva em Brasília é como um filho para o candango, meio prematuro, mas não menos amado. Depois de tantos meses de espera, e muito cansaço, fui andando, e tava vendo que faltava alguma coisa... poxa mas rezei tanto por esse momento... esse nosso encontro... "Que que há dona chuva!?".
Eu, brasília e a Chuva... mas algo faltava. Nenhum pingo tocava meu rosto. Continuei andando o tempo e o sono não me deixavam parar. E foi um longo caminho até em casa, e nenhuma mísera gota d'agua que me tocasse a face. Molhei a roupa inteira, bolsa e tudo mais... mas eu queria mesmo era uma gota sutil, rebelde que viesse no rosto, ao acaso. Não poderia parar e esperar cair, tinha que ser ao acaso, tipo um selamento de um acordo entre eu, o sol e as estrelas que mais tarde apareceriam... mas nada. Nenhuma gota. Aquilo já estava começando a ir contra algumas, muitas, leis da física, mas que seja. Estava cansada demais para questionar as nuvens e brigar com o sol... ao chegar no pilotis do prédio... tropecei. E percebi... não molhei o rosto, pq ele estava o tempo todo olhando para o chão... Fui o muro da minha chuva, o obstáculo... poderia ter olhado pra cima, contemplado meus acordantes, negociado nossas cláusulas mas não. Dura e secamente queria meus direitos, sem nem ao menos encarar o Infinito.
Represei nos cabelos insensíveis, toda água que poderia ter lavado a Maquiagem...
Represei o acontecimento sonhado. Represei meu rebento. Estraguei minha chuva. Eu.








[(...) mas ando mesmo descontente desesperadamente eu grito em português (...) Por força desse destino o tango argentino me cai bem melhor que o Blues. ]

sábado, 15 de agosto de 2009

Veja de verdade

http://www.youtube.com/watch?v=_VPFhjvZqx8

sábado, 8 de agosto de 2009

“Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca, de ser mulher. (...) Em que ‘mundo deserto’ eu caminho, tão árido, só tendo o óasis de minha auto-estima intermitente. (...) Falo do amor de forma mística, sei o preço. Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim.”
“Hoje cedo (…) desejei ardentemente ser a garota que comunga na missa da manhã e tem uma certeza serena… No entanto, não quero acreditar: um ato de fé é o ato mais desesperado que existe e quero que meu desespero pelo menos conserve sua lucidez. Não quero mentir para mim mesma.”



[Father and Son - Cat Stevens]