quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Era uma garota, garota de garotos, garota de finais, garota de confiança, garota de futuro, garota dela mesma... Sempre foi assim, meio dela demais. Por isso talvez o problema para entregar o que tinha dentro do peito, e quando entrega não dava manuais, contava com a sanidade dos outros para ninar seus coração cheio das dores. Pra um servia de chocalho, os cacos faziam barulho dentro "daquilo", pra outro como cachaça, pra outro um sambinha de fim de tarde, pro outro uma palavra-cruzada e pra todos, um lance qualquer...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Rios

Quando penso que somos normais, as coisas mudam e o ritmo da gente não se transforma e mostra que somos muito mais que todos esses ritmos... Estamos tão além da verdade e da simples existência de duas almas que as vezes é bem difícil acreditar que está sempre tudo tão bem, tudo tão light, tudo assim, tudo.
Mas acredito que o nosso balanço, nossa grande jogada, nosso charme, nossa carta na manga, nossa palavra chave está na umidade dos nossos beijos. Na paixão. No dia. No vão entre nossos corpos e no bailar de valsas das nossas mentes segundos antes de dormirmos. Na falta de ar da minha voz ao falar dessa nossa ausência. No sentido da chuva quando tô com você dentro de mim, no valor da água quando vem de dentro e chove longe de mim procurando desaguar em você.

domingo, 27 de dezembro de 2009

e lá vem você me olhar apaixonado e, no segundo seguinte, frio. e me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você.

C.F.A.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É mania minha sempre fazer as coisas parecerem menores pros outros ou é por saber que ninguém aguenta tanto assim?
Se não fosse o tempo, seria eu... as coisas tem validade cmg, mofam com uma facilidade louca. Acho que sempre tenho algo apodrecendo perto de mim, e você não cuida disso.
O importante e lembrar que nós não ligamos para vocês. Não ligamos para suas regras e tabus malfeitos em cima de uma educação macabra que cisma em fingir não ter sangue nas coisas da gente. O pulsar dos corpos, o amor incondicional que se dá a quem pouco se conhece... ahh as paixões enexplicáveis...

Vão envelhecendo e escondendo ou esquecendo o que é amar.
Isso que eles dizem sentir... é só a desistência. Envelhecer juntos? Quem envelhece quando está no fogo de uma paixão? AH! Façam- me o favor de sumir. Não farão muita diferença, porque nós vamos lutar, amar, queimar, e lutar mais por cada suspiro, seus imbecis!

Eu tenho nojo de pertencer a mesma espécie que vocês! =]

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

help!

é verdade que eu crio minha realidade e meu maior ópio, é a música. Elas parecem forçar essa máquina imbecil que bombeia meu sangue a pensar em mim.

sábado, 19 de setembro de 2009

"...os grilões que nos forjavam"

(...)
A gente tenta, mas tá muito foda seu delegado. Antigamente não... eram malucos do parque, marcolinhas em cada favela, agora? Agora isso tá uma loucura tá concorrido o lance. Era orgulho pra mãe ver o filho nas capas de jornal, hoje em dia não sobra espaço pra nóis. São uns manos lá do poder, sei bem quem são não... dizem que fui eu que coloquei o malandro lá... mas te garanto dotô: Foi eu não. Queria deixar prus menino, uma lembrança do pai... mas nem isso. Sabe que nessa vida, que nóis vevi, nóis não passa dos 25, mas já deixa muitas vidinhas por aí né? (risos)
(...)
O que mais o dotô qué sabê?
Se matei? Matei sim dotô, vo mentir não. O muleque veio mexer com a minha mulhé... e foi isso mermo. Dei uma facada no filho-da-puta, e se me soltá, acabo com o resto da familia do desgraçado. Nóis é pobre, ladrão, mas temo orgulho pra mantê.
Pobre não nasce com direito, e sabe que vai se fuder a vida toda, mas tem orgulho.
(...)
Mas perai já vou? ... ah sim os maluco me contaru que tava tudo lotado aqui mesmo. Ah e não é pra contá pros mano o que eu vi o dotô fazendo né?
(muita violência)
Não dotô! Pelo amor de deus, deixa eu viver, tenho filho pra cuidar minha mulher precisa de ajuda com os meninu, não tenho pq contar nada do que vi aqui pra ninguém não dotô.
(...)
mas perae dotô nem sei o que é extorção... bate nim mim não dotô... preciso tá andando pra trabalhar...
Eu nem sei o que vi, nem vi nada. O senhor deve saber o que faz.
(...)
não mete meus menino no meio eles não tem nada com isso...
dotô num sei pq o nervoso, não tem espaço ano noticiário pra coisa que nem essa... e eles nunca vão ficar sabendo. Palavra minha o dotô pode confiar...
(...)
Pede pra ele parar pelo amor de deus, imploro pela minha vida...




(Moreira desova esse desgraçado lá na rua 428 e diz que foi a boca, que foi queima de arquivo. Se aqueles filhos da puta dos jornalistas chegarem, põe meio quilo daquele pó que chegou ontem no short dele e diz que era vapor...)




*FIM*